
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Educação: vale a pena calar-se?
Muito se discute acerca da qualidade da educação brasileira, porém muito pouco a sociedade cobra de seus governantes nesse sentido. Calar-se diante do cenário atual da educação oferecida no país é uma postura aceitável?
É fato que, como todos os outros problemas sociais brasileiros, a educação é de responsabilidade de toda a sociedade brasileira e ficar calado, aguardando a ação dos governantes não é uma postura correta.
Os que rejeitam a ideia de que a sociedade deve se manifestar costumam argumentar que são os políticos, eleitos como representantes do povo, assim como os professores e diretores de escolas públicas que devem resolver os problemas relacionados à educação. Entretanto, essa postura demonstra falta de cidadania, pois a má qualidade na educação é uma das principais barreiras a um desenvolvimento mais igualitário no país, dessa forma, é dever de toda sociedade cidadã cobrar de seus governantes medidas eficientes e transparentes para melhorar a qualidade do ensino.
Além disso, os opositores das reivindicações são incisivos: dizem estar fazendo a sua parte, garantindo aos seus filhos ensino de qualidade. Porém, esse argumento não resiste aos fatos: segundo dados do Fundo Monetário Internacional e do Ministério da Fazenda, o Brasil foi o último colocado entre 41 países em exames de matemática e ocupa o 71º lugar no índice mundial de desempenho. Esses índices não são suficientes para colocar o país em posição de competitividade de mercado frente aos países mais desenvolvidos, sendo assim, é dever e interesse da sociedade exigir dos governantes melhores condições de ensino, a fim de que o país tenha maiores possibilidades de crescimento interno e externo.

Nesse contexto, facilmente se percebe que ficar calado diante dos atuais problemas enfrentados pelo país na área da educação não é uma postura aceitável. Portanto, se população tem a pretensão de ver o seu país crescer e se desenvolver como um país de primeiro mundo, é seu dever, como sociedade cidadã, cobrar de seus representantes ações eficazes nesse sentido.
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