Seguindo o conselho do meu professor de redação, resolvi dar publicidade aos textos que produzi durante o curso. Pretendo, ao longo do tempo, continuar a escrever e tornar público os meus textos. Se isso vai dar em algo? Não sei. Só sei que estou gostando da experiência.

Além de textos próprios, colocarei também outros que julgar pertinentes para enriquecer este espaço.

Espero que gostem e boa leitura.

domingo, 6 de novembro de 2011

“Sensibilidade ou truculência no combate à violência?”


            Roubos, estupros e homicídios são exemplos das manifestações de violência que a sociedade enfrenta atualmente. Quando a violência é extrema, como é o caso nesse momento da história, há uma tendência em combatê-la de forma truculenta. Porém, esse não é o melhor método de vencer esse mal.
            Não são raras as vozes que se levantam em prol do combate ostensivo, intimidatório contra a violência. Contudo, o cotidiano demonstra que abrigar essas práticas em vez de impedir a violência, realimenta-a. Exemplo disso são os grupos de milícias que surgem em comunidades mais carentes que, alegando o combate ao crime, acabam praticando inúmeras formas de violência como, por exemplo, homicídios e torturas.
Nesse sentido, dizem os especialistas que políticas que preveem ações violentas no combate à violência estão fadadas ao fracasso, pois deixam de lado as premissas basilares da família, célula-mater da sociedade, e acabam contaminando o restante da população, que deixa de questionar determinados atos de violência quando estes, supostamente, são praticados em nome do bem comum.
            Entretanto, não obstante o combate à criminalidade seja de extrema necessidade, todos os projetos que tem como fundamento a intensão de incutir atitudes que refletem ideias de educação e cidadania em comunidades que sofrem com a violência, mostram-se realmente eficazes e transformam a realidade desses lugares. Grande exemplo dessa prática, o bairro de South Bronx, em Nova Iorque, considerado o mais violento da cidade na década de 70, passou por um projeto de revitalização e “cultura da paz”, melhorando também a qualidade das escolas do bairro e hoje, praticamente livre da criminalidade, é exemplo mundial de transformação social e de combate à violência.
            Dessa forma, fica claro que o combate ostensivo à violência não é a melhor forma de extirpar o comportamento violento e criminoso da sociedade, pois, apesar de controlar de forma imediata suas manifestações, não atinge as raízes do problema. Portanto, fortalecer a educação e a entidade familiar ainda é a melhor maneira de criar uma sociedade pacífica.

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