terça-feira, 29 de novembro de 2011
O papel da mulher na sociedade contemporânea
A recente eleição de Dilma Rousseff à presidência do Brasil, hoje considerada a maior potência econômica da América Latina, foi algo histórico para o país e, mais ainda, para as mulheres e seu papel na sociedade atual.
Porém, num passado não tão distante, tal feito seria inimaginável frente às condições impostas às mulheres pela sociedade. Até meados do século XIX, as representantes do dito sexo frágil viviam submissas aos homens e não tinham, sequer, o direito de votar, estudar ou escolher profissão. Posições de destaque e de poder, portanto, eram reservadas, exclusivamente, aos homens.
No entanto, após inúmeras lutas, e muito embora ainda exista muito a ser conquistado, as mulheres ocupam hoje papel de grande importância na sociedade mundial, espalhadas no meio artístico, nas letras e na ciência. O cenário político, por exemplo, antes reservado apenas aos homens, hoje conta com mulheres que ocupam cargos poderosos como as brasileiras a própria Dilma Rousseff e Marina Silva. Cristina Kirshner, presidente argentina, e Angela Merkel, primeira ministra alemã são exemplos dessa mesma emancipação ao redor do globo. Da mesma forma, grandes empresas como Facebook, PepsiCo e Kraft Foods são controladas por mulheres. Segundo ranking publicado pela revista Forbes, em meados de 2011, elencando as cem mulheres mais poderosas do mundo, estas administram atualmente mais de trinta trilhões de dólares da economia mundial.
Além disso, vale lembrar que cada vez mais as mulheres assumem o papel de chefes de família, pois, em grande parte das vezes, possuem melhor capacitação profissional do que seus maridos e conseguem melhores empregos por isso. Ainda que inicialmente possuam salários menores do que os homens, essa diferença tende a desaparecer à medida que alcançam cargos mais altos, o que, de acordo com analistas de mercado, acontece mais cedo com elas do que com os homens.
Sendo assim, é fato que as mulheres de hoje detêm um papel de grande importância na sociedade atual, assumindo posições que antes eram reservadas aos homens e destacando-se pelo seu excelente desempenho.
domingo, 6 de novembro de 2011
“Sensibilidade ou truculência no combate à violência?”
Roubos, estupros e homicídios são exemplos das manifestações de violência que a sociedade enfrenta atualmente. Quando a violência é extrema, como é o caso nesse momento da história, há uma tendência em combatê-la de forma truculenta. Porém, esse não é o melhor método de vencer esse mal.
Não são raras as vozes que se levantam em prol do combate ostensivo, intimidatório contra a violência. Contudo, o cotidiano demonstra que abrigar essas práticas em vez de impedir a violência, realimenta-a. Exemplo disso são os grupos de milícias que surgem em comunidades mais carentes que, alegando o combate ao crime, acabam praticando inúmeras formas de violência como, por exemplo, homicídios e torturas.
Nesse sentido, dizem os especialistas que políticas que preveem ações violentas no combate à violência estão fadadas ao fracasso, pois deixam de lado as premissas basilares da família, célula-mater da sociedade, e acabam contaminando o restante da população, que deixa de questionar determinados atos de violência quando estes, supostamente, são praticados em nome do bem comum.
Entretanto, não obstante o combate à criminalidade seja de extrema necessidade, todos os projetos que tem como fundamento a intensão de incutir atitudes que refletem ideias de educação e cidadania em comunidades que sofrem com a violência, mostram-se realmente eficazes e transformam a realidade desses lugares. Grande exemplo dessa prática, o bairro de South Bronx, em Nova Iorque, considerado o mais violento da cidade na década de 70, passou por um projeto de revitalização e “cultura da paz”, melhorando também a qualidade das escolas do bairro e hoje, praticamente livre da criminalidade, é exemplo mundial de transformação social e de combate à violência.
Dessa forma, fica claro que o combate ostensivo à violência não é a melhor forma de extirpar o comportamento violento e criminoso da sociedade, pois, apesar de controlar de forma imediata suas manifestações, não atinge as raízes do problema. Portanto, fortalecer a educação e a entidade familiar ainda é a melhor maneira de criar uma sociedade pacífica.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Educação: vale a pena calar-se?
Muito se discute acerca da qualidade da educação brasileira, porém muito pouco a sociedade cobra de seus governantes nesse sentido. Calar-se diante do cenário atual da educação oferecida no país é uma postura aceitável?
É fato que, como todos os outros problemas sociais brasileiros, a educação é de responsabilidade de toda a sociedade brasileira e ficar calado, aguardando a ação dos governantes não é uma postura correta.
Os que rejeitam a ideia de que a sociedade deve se manifestar costumam argumentar que são os políticos, eleitos como representantes do povo, assim como os professores e diretores de escolas públicas que devem resolver os problemas relacionados à educação. Entretanto, essa postura demonstra falta de cidadania, pois a má qualidade na educação é uma das principais barreiras a um desenvolvimento mais igualitário no país, dessa forma, é dever de toda sociedade cidadã cobrar de seus governantes medidas eficientes e transparentes para melhorar a qualidade do ensino.
Além disso, os opositores das reivindicações são incisivos: dizem estar fazendo a sua parte, garantindo aos seus filhos ensino de qualidade. Porém, esse argumento não resiste aos fatos: segundo dados do Fundo Monetário Internacional e do Ministério da Fazenda, o Brasil foi o último colocado entre 41 países em exames de matemática e ocupa o 71º lugar no índice mundial de desempenho. Esses índices não são suficientes para colocar o país em posição de competitividade de mercado frente aos países mais desenvolvidos, sendo assim, é dever e interesse da sociedade exigir dos governantes melhores condições de ensino, a fim de que o país tenha maiores possibilidades de crescimento interno e externo.

Nesse contexto, facilmente se percebe que ficar calado diante dos atuais problemas enfrentados pelo país na área da educação não é uma postura aceitável. Portanto, se população tem a pretensão de ver o seu país crescer e se desenvolver como um país de primeiro mundo, é seu dever, como sociedade cidadã, cobrar de seus representantes ações eficazes nesse sentido.
Sonhar é Preciso!
Seja durante a noite, enquanto dormimos, seja ao longo do dia, enquanto planejamos nossos objetivos, os sonhos são essenciais para o nosso desenvolvimento pessoal e social.
Em seu sentido literal, sonhar é uma sequencia de fenômenos psíquicos, conteúdos inconscientes, que ocorrem durante o sono. Nesse período do sono o córtex pré-frontal, responsável pelo pensamento racional, fica apagado e o restante do cérebro funciona de forma livre e, aparentemente, desordenada. No entanto, os sonhos, segundo pesquisa recentemente publicada na revista Super Interessante, têm o propósito de resolver problemas práticos, estimular a criatividade e, sozinhos, já servem como uma terapia noturna.
Nesse sentido, a Universidade de Harvard realizou uma pesquisa que constatou que submetidas à um problema – no caso da pesquisa, um labirinto – e, após algumas horas, novamente submetidas a ele, as pessoas que dormiram nesse intervalo tiveram melhor desempenho, sendo que, dentre estas, as que sonharam com o problema tiveram o desempenho cerca de dez vezes melhor.
Entretanto, tão importante quanto o sonho fisiológico é sem dúvida o sonhar em seu sentido metafórico: almejar, traçar objetivos, fazer planos. Sonhar, nesse sentido, impulsiona a vida e possibilita que as pessoas realizem grandes feitos, seja dentro de suas próprias vidas, como a aquisição de uma casa ou um bom emprego, seja para toda a humanidade, como a invenção da luz elétrica. Martin Luther King, por exemplo, dizia que seu sonho era ver seus filhos julgados pelo caráter e não pela cor da pele. Guiado por esse sonho, conseguiu que fosse criada, nos Estados Unidos, a Lei de Direitos Civis de 1964, que pôs fim às segregações raciais em locais públicos e privados, permitindo aos cidadãos negros freqüentar os mesmos ambientes e gozar dos mesmos direitos que os brancos.
Sendo assim, seja para resolver problemas práticos do dia-a-dia, seja para impulsionar o ser humano em suas conquistas e descobertas pessoais e sociais, o sonho, sem dúvidas, é essencial.
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