Seguindo o conselho do meu professor de redação, resolvi dar publicidade aos textos que produzi durante o curso. Pretendo, ao longo do tempo, continuar a escrever e tornar público os meus textos. Se isso vai dar em algo? Não sei. Só sei que estou gostando da experiência.

Além de textos próprios, colocarei também outros que julgar pertinentes para enriquecer este espaço.

Espero que gostem e boa leitura.

sábado, 29 de outubro de 2011

O Asno

A realidade humana se estabelece gradativamente por intermédio das escolhas diárias, sejam elas simples e fáceis como que roupa vestir, sejam complexas e inquietantes como a escolha da profissão, por exemplo.
Nessa perspectiva, trazemos dentro de nós uma única certeza, a de que das nossas decisões depende a nossa felicidade. Portanto, quando nos deparamos com escolhas difíceis, normalmente, nos sobrevém também a indecisão.
Além do medo natural de errar na decisão tomada, inúmeros são os fatores que geram esse sentimento de dúvida. Na grande parte das vezes a indecisão diante de uma escolha surge pelo medo que sentimos de frustrar as expectativas de terceiros, seja da família, seja da sociedade de forma geral.
Outro fator de grande relevância no surgimento da dúvida frente a uma escolha é a certeza de que toda escolha implica, necessariamente, uma renúncia. Ou seja, ao tomarmos a decisão de ter filhos, por exemplo, estaremos, automaticamente, abrindo mão de uma grande parcela da nossa liberdade. Essa, talvez, seja a maior das razões que nos levam a indecisão, pois faz com que uma escolha difícil se torne duas: decidir escolher “a” e decidir abdicar de “b”.
Diante de tantas escolhas possíveis e difíceis em nossas vidas, muitas vezes decidimos, simplesmente, não escolher, deixando que outros tomem as decisões mais importantes por nós. Por consequência, deixamos de fazer a escolha mais importante na vida de um ser humano e que, sem sombra de dúvidas, faz toda diferença: ser feliz.
Portanto, sendo a felicidade o fim tão almejado por nós, entregá-la nas mãos de terceiros é um preço muito alto a se pagar pelo conforto de não decidir. Em vista disso, devemos deixar a insegurança de lado e perceber que nem sempre uma escolha é definitiva e mesmo quando é nada nos impede de reverter a situação de mal estar causada por ela, basta decidirmos mudar.

Vide: Asno de Buridan

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