domingo, 30 de outubro de 2011
Alcoolismo infantil
O alcoolismo sempre esteve presente nas sociedades, isso não é novidade. Não são novas também as suas consequências: desestruturação familiar e aumento crescente do número de acidentes que levam a morte. Porém, a grande questão neste início de milênio é com a ocorrência frequente do alcoolismo entre jovens e crianças e quais são os fatores que os levam tão cedo à dependência.
Dentre inúmeros outros fatores, é a atitude do jovem em relação ao álcool que se torna determinante para leva-lo ao consumo. A atitude, de acordo com a psicologia-social, é formada por três fatores: o cognitivo, que diz respeito às informações e ao conhecimento que o indivíduo possui sobre determinado assunto; o afetivo, que se refere ao sentimento que esse indivíduo tem em relação a tal situação, podendo ser positivo ou negativo; por fim, o comportamental, que traduz a predisposição do indivíduo frente àquela situação, sendo que sentimentos positivos tendem a um comportamento positivo e sentimentos negativos tendem a comportamentos negativos.
Quanto às informações que jovens e crianças tem sobre o álcool, são poucas e superficiais, sendo que não passam a noção exata das reais consequências quanto ao seu consumo. Além disso, é costume social aliar a imagem do álcool aos momentos importantes, sendo que a mídia vende a imagem do álcool ligada à diversão, amigos e bem estar social. Muitas vezes essa imagem é fortalecida no ambiente familiar, o que nos leva a concluir que é normal a predisposição de jovens e crianças ao consumo de bebidas alcoólicas.
Dessa forma, para mudar a atitude de jovens e crianças quanto ao consumo desmedido e precoce de álcool é necessário que haja mudança de atitude da sociedade e da família em relação a isso. As meras advertências de que “o álcool é prejudicial à saúde, à família e à sociedade”, “beba com moderação” ou “se for dirigir não beba” não são suficientes para conscientizar os jovens quanto aos perigos do álcool. Ao contrário, podem despertar a curiosidade já característica da adolescência.
Portanto, a mudança deve começar dentro da família, que é a base para as atitudes de todos os indivíduos, porém deve ser corroborada pela mídia para que surta os efeitos desejados. Talvez se devam tomar em relação ao álcool as mesmas medidas que foram tomadas em relação ao cigarro, deixando de exaltar sua imagem e reservando a ele uma prateleira de bar.
sábado, 29 de outubro de 2011
O Asno
A realidade humana se estabelece gradativamente por intermédio das escolhas diárias, sejam elas simples e fáceis como que roupa vestir, sejam complexas e inquietantes como a escolha da profissão, por exemplo.
Nessa perspectiva, trazemos dentro de nós uma única certeza, a de que das nossas decisões depende a nossa felicidade. Portanto, quando nos deparamos com escolhas difíceis, normalmente, nos sobrevém também a indecisão.
Além do medo natural de errar na decisão tomada, inúmeros são os fatores que geram esse sentimento de dúvida. Na grande parte das vezes a indecisão diante de uma escolha surge pelo medo que sentimos de frustrar as expectativas de terceiros, seja da família, seja da sociedade de forma geral.
Outro fator de grande relevância no surgimento da dúvida frente a uma escolha é a certeza de que toda escolha implica, necessariamente, uma renúncia. Ou seja, ao tomarmos a decisão de ter filhos, por exemplo, estaremos, automaticamente, abrindo mão de uma grande parcela da nossa liberdade. Essa, talvez, seja a maior das razões que nos levam a indecisão, pois faz com que uma escolha difícil se torne duas: decidir escolher “a” e decidir abdicar de “b”.
Diante de tantas escolhas possíveis e difíceis em nossas vidas, muitas vezes decidimos, simplesmente, não escolher, deixando que outros tomem as decisões mais importantes por nós. Por consequência, deixamos de fazer a escolha mais importante na vida de um ser humano e que, sem sombra de dúvidas, faz toda diferença: ser feliz.
Portanto, sendo a felicidade o fim tão almejado por nós, entregá-la nas mãos de terceiros é um preço muito alto a se pagar pelo conforto de não decidir. Em vista disso, devemos deixar a insegurança de lado e perceber que nem sempre uma escolha é definitiva e mesmo quando é nada nos impede de reverter a situação de mal estar causada por ela, basta decidirmos mudar.
Vide: Asno de Buridan
Vide: Asno de Buridan
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