Seguindo o conselho do meu professor de redação, resolvi dar publicidade aos textos que produzi durante o curso. Pretendo, ao longo do tempo, continuar a escrever e tornar público os meus textos. Se isso vai dar em algo? Não sei. Só sei que estou gostando da experiência.

Além de textos próprios, colocarei também outros que julgar pertinentes para enriquecer este espaço.

Espero que gostem e boa leitura.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Ter ou não ser, eis a questão!

            Primeiramente, peço licença àquele que foi, é e sempre será, para parodiar sua frase, a grande dúvida imortalizada em Hamelet, e aqui dizer: ter ou não ser, eis a atual questão.

            Digo isso, pois vejo inúmeras pessoas usando as redes sociais para fazerem de suas páginas pessoais uma vitrine e nela exibirem tudo o que têm: o tablet mais caro, a joia mais cara, a viagem mais cara, os objetos de decoração mais caros, os perfumes mais caros, as futilidades mais caras. Enfim, cada nova aquisição é imediatamente “clicada” por seu celular caríssimo e postada em seu perfil virtual. Dessa forma, todos saberão que ela é, pois ela tem.

            Nesse cenário, pergunto: será que essas pessoas sabem o real significado de ser? Peço, mais uma vez, licença, agora aos grandes filósofos que buscaram, incansavelmente, definir o ser, para colocar essa discussão filosófica de forma tão superficial e vulgar e falar do ser enquanto verbo ou substantivo.

            Ser, substantivo, nome, significa alguém e não algo, o ser humano, o ser pensante, o ser criativo, o ser produtivo, o ser vivo. Ser, do verbo, como indagou Hamelet, tem o sentido de ação, viver, criar, produzir, acontecer. Não ser, por outro lado, seria a inércia, a morte, o não viver, não acontecer.

            Dessa forma, me questiono: em qual momento, na nossa história, o ser confundiu-se com o ter? Ou teriam os nossos gênios do saber se enganado a ponto de não perceberem que o ser se definia tão facilmente na futilidade do ter? Não, acredito que não.

            Não! Não! Não! Definitivamente, não houve engano, pois ter não nos define, ser o faz. Não são nossos carros, computadores, anéis, celulares que nos fazem sermos quem somos. Não somos tão fúteis a esse ponto. Somos o que vivemos, o que criamos, transformamos, construímos, produzimos, somos o que aprendemos, o que ensinamos, o que lemos, vimos e ouvimos. Somos porque somos e não porque temos.

            Assim, dou graças, pois concluo que sou. Sou porque vivi, produzi, construí, transformei, aprendi, ensinei, li, vi e ouvi. Sou alguém por isso. Não sou porque tenho. E sinto imenso pesar por aqueles que acreditam que são porque tem, pois estes nunca serão, viverão na inercia.

            Portanto, grito a todos que puderem ou quiserem ouvir: ser ou não ser, eis a real questão! “O resto é silêncio”, como diria Shakespeare.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O papel da mulher na sociedade contemporânea

            A recente eleição de Dilma Rousseff à presidência do Brasil, hoje considerada a maior potência econômica da América Latina, foi algo histórico para o país e, mais ainda, para as mulheres e seu papel na sociedade atual.
            Porém, num passado não tão distante, tal feito seria inimaginável frente às condições impostas às mulheres pela sociedade. Até meados do século XIX, as representantes do dito sexo frágil viviam submissas aos homens e não tinham, sequer, o direito de votar, estudar ou escolher profissão. Posições de destaque e de poder, portanto, eram reservadas, exclusivamente, aos homens.
            No entanto, após inúmeras lutas, e muito embora ainda exista muito a ser conquistado, as mulheres ocupam hoje papel de grande importância na sociedade mundial, espalhadas no meio artístico, nas letras e na ciência. O cenário político, por exemplo, antes reservado apenas aos homens, hoje conta com mulheres que ocupam cargos poderosos como as brasileiras a própria Dilma Rousseff e Marina Silva. Cristina Kirshner, presidente argentina, e Angela Merkel, primeira ministra alemã são exemplos dessa mesma emancipação ao redor do globo. Da mesma forma, grandes empresas como Facebook, PepsiCo e Kraft Foods são controladas por mulheres. Segundo ranking publicado pela revista Forbes, em meados de 2011, elencando as cem mulheres mais poderosas do mundo, estas administram atualmente mais de trinta trilhões de dólares da economia mundial.
            Além disso, vale lembrar que cada vez mais as mulheres assumem o papel de chefes de família, pois, em grande parte das vezes, possuem melhor capacitação profissional do que seus maridos e conseguem melhores empregos por isso. Ainda que inicialmente possuam salários menores do que os homens, essa diferença tende a desaparecer à medida que alcançam cargos mais altos, o que, de acordo com analistas de mercado, acontece mais cedo com elas do que com os homens.
            Sendo assim, é fato que as mulheres de hoje detêm um papel de grande importância na sociedade atual, assumindo posições que antes eram reservadas aos homens e destacando-se pelo seu excelente desempenho.

domingo, 6 de novembro de 2011

“Sensibilidade ou truculência no combate à violência?”


            Roubos, estupros e homicídios são exemplos das manifestações de violência que a sociedade enfrenta atualmente. Quando a violência é extrema, como é o caso nesse momento da história, há uma tendência em combatê-la de forma truculenta. Porém, esse não é o melhor método de vencer esse mal.
            Não são raras as vozes que se levantam em prol do combate ostensivo, intimidatório contra a violência. Contudo, o cotidiano demonstra que abrigar essas práticas em vez de impedir a violência, realimenta-a. Exemplo disso são os grupos de milícias que surgem em comunidades mais carentes que, alegando o combate ao crime, acabam praticando inúmeras formas de violência como, por exemplo, homicídios e torturas.
Nesse sentido, dizem os especialistas que políticas que preveem ações violentas no combate à violência estão fadadas ao fracasso, pois deixam de lado as premissas basilares da família, célula-mater da sociedade, e acabam contaminando o restante da população, que deixa de questionar determinados atos de violência quando estes, supostamente, são praticados em nome do bem comum.
            Entretanto, não obstante o combate à criminalidade seja de extrema necessidade, todos os projetos que tem como fundamento a intensão de incutir atitudes que refletem ideias de educação e cidadania em comunidades que sofrem com a violência, mostram-se realmente eficazes e transformam a realidade desses lugares. Grande exemplo dessa prática, o bairro de South Bronx, em Nova Iorque, considerado o mais violento da cidade na década de 70, passou por um projeto de revitalização e “cultura da paz”, melhorando também a qualidade das escolas do bairro e hoje, praticamente livre da criminalidade, é exemplo mundial de transformação social e de combate à violência.
            Dessa forma, fica claro que o combate ostensivo à violência não é a melhor forma de extirpar o comportamento violento e criminoso da sociedade, pois, apesar de controlar de forma imediata suas manifestações, não atinge as raízes do problema. Portanto, fortalecer a educação e a entidade familiar ainda é a melhor maneira de criar uma sociedade pacífica.